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Francisca Possolo da Costa

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Francisca de Paula Possolo da Costa (4 de Outubro de 1783 - 19 de Julho de 1838 ) foi uma poetisa, dramaturga e novelista portuguesa, considerada uma das pioneiras do movimento pré-romântico feminino em Portugal.

Vida pessoal

Francisca Possolo da Costa, nasceu em 4 de Outubro de 1783 na rua da Rosa, freguesia da Encarnação (Lisboa), filha de Nicolau Possolo (Santos-o-Velho (Lisboa), 11 de Maio de 1767 - Lapa (Lisboa), 26 de Outubro de 1824), de ascendência italiana e germânica, e de sua mulher D. Maria do Carmo Correia de Magalhães (Santa Isabel (Lisboa), 20 de Maio de 1761 - Lapa (Lisboa), 14 de Agosto de 1848) sendo baptizada em 13 de Novembro daquele ano, na Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Encarnação, ao Chiado. Era a terceira de 14 filhos. Neta pela via paterna de Nicolò Possolo e Joana Maria Eusébia Germack, materna de Vicente Francisco Correia de Magalhães e Helena Caetana da Cruz.
Casou em 16 de Abril de 1804 na Ermida de Nossa Senhora dos Prazeres, em Lisboa (com registo na paróquia da Lapa) com João Baptista Ângelo da Costa, oficial na Marinha Portuguesa, filho de Caetano Alves da Costa e de sua mulher D. Francisca Clara Cândida. Mais tarde, o seu marido cessará estas funções para se ligar a actividades comerciais. Não houve filhos deste casamento.
Em 1816, publicou o livro de poesias, Francília, pastora do Tejo, onde assinou apenas com as suas iniciais, D.F.P.P.C. (Dona Francisca de Paula Possolo da Costa), tendo apenas distribuído a obra pelo círculo de amigos mais chegados. Em 1819 publica Henriqueta de Orleans ou o Heroismo, uma novela que havia redigido aos dezassete anos de idade — uma ampla recepção da obra justifica uma reedição em 1829. Para além destas obras, redigiu, ainda, comédias como O Duque de Clèves e Ricardo, ou a força do destino.
Durante a sua vida, demonstrou interesse pelo estudo da música, assim como pelo da língua francesa, na qual foi educada desde tenra idade pela Madame Cunha. Chegou, inclusive, a traduzir obras do francês para o português (como foi o caso de Corinna ou a Itália, de Madame de Staël, traduzido sob o pseudónimo Francília , e Pluralidade dos Mundos, de Fontenelle).
Embora as suas opiniões políticas tenham sido ignoradas na primeira biografia escrita sobre ela, Francisca identificava-se como liberal, facto corroborado pelos poemas e peças de teatro em defesa de D. Pedro encontrados no seu espólio, que terão sido recitados no Teatro São Carlos após a aclamação da Carta Constitucional(Sem autor). (2013). consultado em: 20 de novembro de 2017 "E, no entanto, elas escreveram!". Público. Disponível em:https://www.publico.pt/2013/11/14/culturaipsilon/noticia/e-no-entanto-elas-escreveram-324110.
No período compreendido entre 1820 e 1830, Francisca Possolo da Costa abre um salão na sua casa na Rua das Trinas, descrito como um sarau literário-musical. Estas tertúlias culturais contavam com a presença de grandes vultos líricos, como a Marquesa de Alorna, sua grande amiga, o Visconde da Pedra Branca, Francisco Joaquim Bingre, e os muito jovens António Feliciano de Castilho (responsável pela sua primeira biografia) e Almeida Garrett. Era igualmente próxima de José Maria da Costa e Silva. Estes saraus contavam com a declamação de poesia e representação de peças de teatro traduzidas ou adaptadas do francês pela própria.
Faleceu, já viúva, no Cartaxo (Santarém), onde residia desde 1834, aos 54 anos de idade, em 19 de Julho de 1838, sendo sepultada no cemitério daquela localidade.

Obras

  • Francília, Pastora do Tejo, Poezias de D. F. P. P. C., Lisboa, Impressão Régia, 1816.
  • Sonetos compostos por D. Francisca Possolo da Costa e Recitados no Real Theatro de São Carlos 1826
  • Sonetos compostos por D. Francisca Possolo da Costa e Recitados no Real Theatro de São Carlos 1827
  • Henriqueta de Orleans ou o Heroísmo, Novella portugueza
  • Ricardo, ou a força do destino, comédia em 3 atos
  • O Duque de Clèves, comédia em 5 atos
  • "Consolações. Epístolas de Francília a Castilho" in.: António Feliciano de Castilho, Palestras Religiosas, volume II, Lisboa, Empreza da História de Portugal, 1906, pp. 77-158.

Ver também

  • Francília, Pastora do Tejo, Poezias de D. F. P. P. C., Lisboa, Impressão Régia, 1816.
  • "Consolações. Epístolas de Francília a Castilho" in.: António Feliciano de Castilho, Palestras Religiosas, volume II, Lisboa, Empreza da História de Portugal, 1906, pp. 77-158.

Referências


Bibliografia

  • ANASTÁCIO, Vanda «Mulheres varonis e interesses domésticos» (Reflexões acerca do discurso produzido pela História Literária acerca das mulheres escritoras da viragem do século XVIII para o século XIX)», Colóquio Literatura e História, Lisboa, Universidade Aberta, 2000
  • BORGES, Andrea Gisela Vilela, "Meu triste canto deve ser ouvido. Introdução à vida e obra de Francisca Possolo 1783-1838, Dissertação de Mestrado, Porto, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2006
  • SALVADO, António, Antologia da Poesia Feminina Portuguesa, Fundão, Edições Jornal do Fundão, 1980 1ª edição: 1860; reed: 1970, 1973, pp. 99-105

Categoria:Naturais de Lisboa
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Categoria:Mortos em 1838
Categoria:Poetas de Portugal
Categoria:Mulheres na literatura
 
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